12 de setembro de 2013
Não é um Fardo, é Meu Irmão
Um missionário americano caminhava pelas ruas centrais de uma cidade chinesa. Chamou-lhe a atenção algumas crianças que carregavam outras crianças, menores, em suas costas. Ao mesmo tempo que as carregavam, brincavam e se divertiam.
“Deve ser muito ruim,” disse o americano, tentando ser simpático, a um pequeno menino, “ter que carregar um fardo tão pesado enquanto brinca!” “Ele não é nenhum fardo,” disse rapidamente o garoto, “ele é meu irmão.” “Bem, sua atitude mostra o quão nobre e cavalheiro você é!” disse o missionário, dando-lhe uma quantia em dinheiro para que comprasse algo para ele e o irmão. Ao retornar para casa, o missionário disse à sua família: “Um pequeno menino chinês me ensinou o significado mais completo das palavras: ‘levai as cargas uns dos outros’” Ele contou sua conversa com o menino e acrescentou: “Se um menino chinês pode carregar e cuidar de seu irmão sem considerá-lo um fardo, nós também devíamos não considerar um fardo o transportar nossos irmãos, mais fracos e necessitados, que nos procuram buscando ajuda. Qual tem sido nossa atitude diante de um irmão ou irmã que vem a nós em busca de socorro? Temos lhe estendido a mão oferecendo o nosso melhor possível, com alegria no coração por podermos praticar os ensinos de Cristo ou ignoramos completamente o apelo, considerando aquele irmão um fardo que nos tira a liberdade de cuidar de nossas próprias coisas?
Fonte:.eJesus
Comentário: Suportar significa: dar suporte, sustentar. Devemos ajudar uns aos outros sem reclamações, levar as cargas uns dos outros em amor. Somos um só corpo em Cristo e devemos nos ajudar mutuamente.
Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados,
Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
Efésios 4:1-2
Juliana Roman
2 de setembro de 2013
No Que Devo Pensar?
Deus
não se importa somente com nossos atos, Ele também se importa com o
que estamos pensando. O Senhor conhece todos os nossos pensamentos, e
sabe que os nossos pensamentos estabelecerão as nossas atitudes.
Tiago
1:14-15 - Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua
própria concupiscência.
Depois,
havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado,
sendo consumado, gera a morte.
Existe
um ditado popular que diz: "Semeia um pensamento e colherás um
desejo; semeia um desejo e colherás a ação; semeia a ação e
colherás um hábito; semeia o hábito e colherás o caráter."
E
é isso que Tiago está nos dizendo, a tentação começa na mente,
desce para o coração e gera um ato.
Através
dos pensamentos podemos gerar pecados ou elimina-los pela raiz.
Uma
mente pura, gera uma vida pura. Uma mente contaminada, gera uma vida
contaminada.
Tito
1.15 - Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro
para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e
consciência estão contaminados.
Lucas
6.45 - O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o
homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da
abundância do seu coração fala a boca.
Marcos
7:21-23 - Porque do interior do coração dos homens saem os maus
pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios,
Os
furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a
blasfêmia, a soberba, a loucura.
Todos
estes males procedem de dentro e contaminam o homem.
O
apóstolo Paulo fala em sua carta aos Romanos, sobre a importância da
transformarmos nossa mente, de não nos conformarmos em termos os
mesmos pensamentos que o mundo tem. Pois só assim conheceremos a
vontade de Deus para nós.
Romanos
12.2 - E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados
pela renovação do vosso entendimento (mente), para que experimenteis
qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.
Não
conseguiremos mudar nossas atitudes sem antes mudar o que pensamos.
Mas
afinal no que devemos pensar?
Paulo
diz em Filipenses 4:8 - Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é
verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é
puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma
virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
Colossenses 3:2 - Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra;
A
palavra de Deus é a essência de toda a benignidade, conhecimento e
justiça de Deus. Por isso no Salmo 1:2-3 diz: Antes tem o seu
prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita (pensa) de dia e de
noite.
Davi
sabia que mais do que demostrar uma aparente santidade para os
outros, ele necessitava demonstra-la a Deus com palavras e
pensamentos. Veja: Salmos 19:14 - Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a
meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, Rocha minha
e Redentor meu!
Precisamos
amar a Deus assim como Davi, com tudo que somos.
Marcos
12.30 - Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de
toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas
forças; este é o primeiro mandamento.
Cristo
é o nosso maior exemplo. Em 33 anos viveu aqui na terra sem pecado,
com ações e pensamentos puros. E a bíblia diz que devemos ter a
mente de Cristo (1Co 2.16). A bíblia é o pensamento de Deus
expresso a nós. Se meditarmos na palavra e a vivermos, seguiremos o
exemplo de Cristo e teremos sua mentalidade. Esta batalha em nossa
mente, iremos enfrentar todos os dias. Por isso amados, firmemos os
nossos pensamentos nas coisas do alto, dirigindo-os para a palavra do
Senhor e orando sempre a Deus para que nos dê graça para cada dia
levar nossos pensamentos cativos a obediência.
Que
Deus vos abençoe.
Por Juliana Roman
30 de agosto de 2013
O Menino e os Pregos
Ilustração
Era uma vez um menino que tinha sempre razão. O pai deu-lhe um saco de pregos e disse que, para cada vez que perdesse a calma, o filho deveria pregar um prego na cerca de madeira que rodeava a casa.
No primeiro dia, o menino pregou 17. Nas semanas seguintes, como ele aprendeu a controlar seu temperamento, o número de pregos na cerca diminuiu gradativamente…
Ele descobriu que era mais fácil se segurar do que martelar pregos. Finalmente chegou o dia que o menino não perdeu a calma em nenhum momento. Contando a novidade a seu pai, recebeu uma segunda tarefa: deveria tirar da cerca um prego por cada dia em que não perdesse a calma. Os dias se passaram e o menino, então, estava finalmente pronto para dizer a seu pai que tinha retirado todos os pregos da cerca.
O pai o pegou pela mão e levou até a cerca: “Você fez muito bem, meu filho, mas, veja só os buracos que restaram na cerca. Ela nunca mais será a mesma! Quando você fala algumas coisas com raiva, elas deixam cicatrizes como estas.Você pode enfiar a faca em alguém e retirá-la. Não importa quantas vezes você peça desculpa, a ferida ainda esta lá. Um ferimento verbal é a mesma coisa que um ferimento físico.”
Que Deus nos ajude a lembrar que nosso próximo não é uma cerca na qual podemos descarregar nossa mágoa e ferir enterrando pregos.
5 de agosto de 2013
A Pessoa Do Espírito Santo
Iniciaremos com o assunto da Tri-unidade, para que possamos esclarecer a divindade do Espírito Santo, e não somente sua divindade, mas também sua “PESSOA”.
O termo trindade é uma palavra basicamente usada pelos teólogos para designar o Pai o Filho e o Espírito Santo, porem a palavra “trindade” em si pode nos levar a acreditar que são três deuses em substancias divinas diferenciadas e essa idéia não é a idéia imposta pela doutrina no sentido real da palavra, por esse motivo tal temos que temer em usa-lo, afinal o mesmo pode causar de certa forma uma má interpretação ou uma idéia errada do que em si Deus é verdadeiramente, mas poderíamos usar a palavra “tri-unidade” que é um termo mais claro e pode nos levar a uma melhor interpretação, mostra com mais clareza a idéia de três pessoas distintas e uma só substancia divina, um só Deus.
Em certo sentido são três pessoas e em um outro sentido “são um só Deus”.
Sei que parece estranho para muitos compreender esse assunto, mas o estudo não é basicamente para fazer com que ninguém compreenda em um sentido absoluto a essência divina em si, mas para que compreendamos um pouco o assunto “Deus” e principalmente o Espírito Santo.
Não existe uma explicação satisfatória para falarmos sobre Deus, para isso teríamos que ser ou superiores ou nos igualar a Ele, assim para falar de uma maneira completa o que é Deus em si, ou seja, decifrarmos em um sentido absoluto esse assunto.
Uma ilustração que poderíamos mostrar é a seguinte:
“A minha pessoa, num certo sentido são três entidades, “corpo, alma e espírito”, mas não existem três “Eus”, existe um “Eu” somente, mas em certo sentido são três, mas em outro sentido é um só”.
(Comparando de uma maneira simplificada, somente para compreensão, não afirmando que seja essa a composição divina, afinal continuo sendo um só, diferente de Deus que é um só Deus em três pessoas distintas, mostrando assim que a ilustração esta servindo somente para compreendermos melhor o assunto).
Poderíamos citar pequenas passagens claras sobre a questão de que o Espírito Santo verdadeiramente é uma pessoa, esclarecendo o assunto de que o Espírito Santo seria somente uma força ativa, ou uma nuvem, ou qualquer outra coisa do gênero.
Um exemplo em Apocalipse quando João diz: “O Espírito Santo diz as igrejas”, sendo assim o mesmo poderia ser somente uma força?
De modo algum, afinal uma força diz (se expressa)?
Outro exemplo está em Romanos 8: 26, 27 (Espírito intercede com gemidos), ou seja, ele se mostra um intercessor, com emoções, “gemidos” que não são traduzidas por palavras, ou seja, somente um ser “pessoa” poderia agir dessa maneira, interceder, seria estar entre duas pessoas, uma defendendo a outra, como exemplo de um advogado que intercede por nós entre duas pessoas, “Juiz e o réu”, assim se mostra a ação da pessoa do Espírito Santo, que está entre Deus e os homens, intenção, ou seja, tem um propósito, e sendo Ele somente uma força poderia ter um propósito?
Em Romanos 8: 27 a bíblia nos mostra que o Espírito Santo “age” em conformidade com Deus, e é Ele que segundo Deus intercede pelos santos.
Vejamos sobre o Espírito Santo, Ele é o intercessor, e é chamado o Espírito, e Ele tem emoções (geme) e tem intenções, isso mostra que Ele não pode ser somente um principio ativo ou uma força.
Agora em relação à blasfêmia contra o Espírito Santo, essa é uma relação imperdoável, como vemos que ainda que alguém blasfeme contra a pessoa de Cristo esse é perdoado, já aquele que blasfemar contra o Espírito Santo (sendo uma força) não será perdoado.
Agora temos que compreender que a blasfêmia contra Cristo é co-relacionada a uma pessoa que era desconhecida a muitos, sendo assim muitos não tinham consciência de que Jesus Cristo verdadeiramente era Deus e o Messias, agora blasfemar contra o Espírito Santo é blasfemar contra Deus estando consciente de que está caminhando contra Deus no sentido espiritual e não carnal.
Sempre que o Espírito Santo se mostra, ele esta agindo, como em João 16: 7, 15, baseando-nos nessas passagens de João fica bem claro que o Espírito Santo tem atributos de uma pessoa. Nesses versículos o livro de João nos mostra uma base para fortalecer a idéia de que o Espírito Santo verdadeiramente é uma pessoa, sendo Ele uma pessoa e uma só substancia divina, trabalhando sempre em concordância e total acordo com o Pai.
Agora, para compreendermos melhor isso tudo, poderíamos citar o que muitos tem como base para defender que o Espírito Santo não é uma pessoa (Velho Testamento, o termo hebraico Ruach HaKodesh é usado muitas vezes e ele é traduzido literalmente como Espírito Santo), dizem sobre o Espírito Santo ser o “Vento Santo”, mas o que não podemos dizer que se o Espírito Santo sopra como vento, significa que seja o vento em si, da nossa atmosfera, não podemos confundir por não compreendermos que o termo “pessoa” se aplica somente ao que estamos acostumados a enxergar, por isso é colocado como “vento”, porque não pode ser visto como de costume vemos outras coisas.
Em João 16:7, 15, podemos ver claramente os atributos do Espírito Santo que comprovam que Ele verdadeiramente é uma pessoa:
1. Consolador (quando eu for (Cristo dizendo) vo-lo enviarei).
2. Convencerá o mundo (pecado, justiça e juízo)
3. Guia
4. Dirá tudo (anunciará)
E muitos outros atributos.
E no contexto integral da bíblia podemos encontrar vários atributos que confirmam que o Espírito Santo verdadeiramente é uma pessoa (citando essa passagem somente para compreendermos claramente tal assunto).
E poderíamos colocar ainda os dons do Espírito, e o fruto do Espírito, mas o intuito é somente compreender um pouco sobre tal assunto.
Por esse motivo que temos que ser cautelosos em relação a esse tema, afinal o mesmo é de tamanha importância, afinal os que não crêem que verdadeiramente o Espírito Santo é Deus e é uma pessoa, rejeitam a verdade e ao mesmo tempo seguem o pecado que não tem perdão, que é o de “blasfêmia contra o Espírito Santo”.
Por:Oswaldo Gati dos Santos
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
Por:Oswaldo Gati dos Santos
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
31 de julho de 2013
As Evidências de um Verdadeiro Arrependimento
Quando alguém comete um crime, todas as evidências são analisadas. Isso é preciso para se chegar à verdade dos fatos. Quando o autor do crime é confrontado com a polícia, até o jeito com que o suspeito coça a cabeça, o lado para onde olha; tudo isso é tomado como evidência.
Na vida cristã quando alguém peca, erra, ofende, há a necessidade de arrependimento. Só que é necessário analisar as evidências para se saber se houve realmente arrependimento.
Há uma parábola que Jesus contou que serve para padrão para analisar se um arrependimento é verdadeiro ou não.
Leia a parábola do “filho pródigo” em Lucas 15.11-24.
As evidências de um verdadeiro arrependimento são:
1. Não é usado como estratégia para se evitar um mal maior. É um tipo de atitude que pode até ser confundida com arrependimento, mas é, na verdade, estratégia. O filho que pediu a herança e gatou-a não precisava evitar um mal maior, porque ele já tinha chegado ao fundo do poço. A necessidade o fez pensar e se arrepender, mas ele não tramou nenhuma estratégia senão confessar o seu erro ao pai.
2. Não existe tentativa de minimizar o erro com justificativas. Note que na parábola contada por Jesus, o rapaz não dá justificativas, não joga a culpa em ninguém, nem em situações. Ele confessa o o seu erro e pronto. O verdadeiro arrependido não pede desculpas; ele pede perdão.
3. Não há comparação do próprio erro com os erros dos outros. O falso arrependido, em um primeiro momento, confessa o erro. Mas em seguida começa a usar chavões já conhecidos, como: “Eu errei, mas quem é que não erra?”. “Quem num errou que atire a primeira pedra!”. “Tem gente cometendo erros maiores do que o meu e ninguém fala nada!”. Ou, ao confessar dizem coias do tipo: “Eu errei, mas você me levou a isso e eu não tive outra saída”. Isso não é arrependimento! O “filho pródigo” não falou de ninguém. Apenas de si mesmo.
4. Há sinceridade total. O que isso significa? Simplesmente que o arrependido confessa até mesmo os erros que ninguém sabe que ele cometeu. Ele é o primeiro a abrir o jogo. Diz tudo. O falso arrependido confessa partes do erro e esconde outras. O jovem da parábola não veio com estórias. Abriu logo o jogo e confessou o seu pecado.
5. Não exige o perdão dos ofendidos. O verdadeiro arrependido não exige o perdão. Ele suplica por ele, mas se a receptividade não for o que ele espera, não se torna a vítima. O falso arrependido exige perdão e, quando não o consegue imediatamente, faz do ofendido o ofensor. O rapaz da parábola não exige o perdão do pai. Ele apenas espera poder ser tratado como um empregado na fazenda. Isso é arrependimento verdadeiro.
6. Há frutos de arrependimento. Essa expressão “frutos de arrependimento” foi uada por João Batista no início do seu ministério quando ele batizava os que se arrependiam. Quando ele viu alguns que vinham a ele com um arrependimento “coreográfico” ele os mandou de volta para mostrar frutos de arrependimento antes de serem batizados (Lc 3.7-14). O filho pródigo mostra o seu arrependimento com a humildade estampada no rosto e no discurso.
7. Como resultado, acontece a restauração. O pai daquele moço manda trazer um anel e colocar no seu dedo. Isso era símbolo de que ele pertencia à família. Manda trazer sandálias para os pés. Os filhos do Senhor andavam calçados. Os servos não. Tem a roupa trocada e uma festa é feita.
Que você seja um verdadeiro arrependido. Deus não se deixa enganar. Talvez você consiga enganar as pessoas ao seu redor com um arrependimento falso, mas a Deus não. Entregue seus pensamentos, sua vida, suas vontades, seu orgulho e se arrependa genuinamente. Você será aceito pelo Pai! Amém!
Por: Pr. Davi Liepkan
Fonte: Igreja Batista Central de Nova Odessa
23 de julho de 2013
Devemos Adorar o Espírito Santo?
Pergunta: "Devemos adorar o Espírito Santo?"
Resposta: Sabemos que só Deus deve ser adorado. Só Deus exige adoração, e só Deus merece adoração. A questão de se devemos adorar o Espírito Santo só pode ser respondida ao se determinar se o Espírito é Deus. Ao contrário das ideias de algumas seitas, o Espírito Santo não é apenas uma "força", mas uma personalidade. Ele é referido em termos pessoais (João 15:26; 16:7-8, 13-14). Ele age como um Ser com personalidade atuaria - Ele fala (1 Timóteo 4:1), Ele ama (Romanos 15:30), Ele ensina (João 14:26), Ele intercede (Romanos 8:26) e assim por diante.
O Espírito Santo possui a natureza da divindade - Ele compartilha os atributos de Deus. Ele não é nem angélico nem humano na sua essência. Ele é eterno (Hebreus 9:14). Ele é onipresente (Salmo 139:7-10). O Espírito é onisciente, isto é, Ele sabe de "todas as coisas, até mesmo as coisas mais profundas de Deus" (1 Coríntios 2:10-11). Ele ensinou aos apóstolos "todas as coisas" (João 14:26). Ele estava envolvido no processo de criação (Gênesis 1:2). O Espírito Santo é mencionado em associação íntima com o Pai e o Filho (Mateus 28:19, João 14:16). Como pessoa, pode-se mentir ao Espírito (Atos 5:3-4) e entristecê-lo (Efésios 4:30). Além disso, algumas passagens do Antigo Testamento que são atribuídas a Deus são aplicadas ao Espírito no Novo Testamento (ver Isaías 6:8 com Atos 28:25 e Êxodo 16:7 com Hebreus 3:7-9).
Uma Pessoa divina é digna de adoração. Deus é "digno de louvor" (Salmo 18:3). Deus é Grande e "digno de todo louvor" (Salmo 48:1). Somos ordenados a adorar a Deus (Mateus 4:10, Apocalipse 19:10; 22:9). Se, então, o Espírito é divindade, a terceira pessoa do nosso trino Deus, Ele é digno de adoração. Filipenses 3:3 nos diz que os verdadeiros crentes, aqueles cujos corações foram circuncidados, adoram a Deus pelo Espírito e se gloriam e alegram em Cristo. Aqui está uma bela imagem de adoração de todos os três membros da Trindade.
Como devemos adorar o Espírito Santo? Da mesma forma que adoramos o Pai e o Filho. O louvor cristão é espiritual, decorrente do trabalho interior do Espírito Santo ao qual respondemos quando oferecemos nossas vidas a Ele (Romanos 12:1). Adoramos o Espírito através de obediência aos Seus mandamentos. Referindo-se a Cristo, o apóstolo João explica que "Os que obedecem aos seus mandamentos permanecem nele, e ele neles. Deste modo sabemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu" (1 João 3:24). Vemos aqui a ligação entre obedecer a Cristo e o Espírito Santo que habita em nós, convencendo-nos de todas as coisas -- especialmente a nossa necessidade de adoração através de obediência -- e a nossa capacitação para a adoração.
A adoração é em si uma função do Espírito. Jesus diz que devemos adorar "em espírito e em verdade" (João 4:24). Os verdadeiramente espirituais são aqueles habitados pelo Espírito que testifica a nós que pertencemos a Ele (Romanos 8:16). Sua presença em nossos corações nos permite retornar adoração a Ele no Espírito. Estamos nEle assim como Ele está em nós, assim como Cristo está no Pai e o Pai está em nós através do Espírito (João 14:20, 17:21).
Fonte:Got Questions
22 de julho de 2013
Perdoar é Lembrar Sem Sentir Dor
A Bíblia diz que Deus perdoa os nossos pecados e deles não mais se lembra. Diz ainda, que devemos perdoar assim como Deus em Cristo nos perdoou. O que significa perdoar e não mais se lembrar? Significa, porventura, amnésia? Absolutamente não! Deus não tem amnésia. Deus sabe tudo e jamais fato algum é apagado da sua memória. Mas, então, o que a Bíblia quer dizer que Deus perdoa e esquece? Significa que Deus nunca mais cobra outra vez aquilo que ele perdoou. Deus nunca mais lança em nosso rosto aquilo que confessamos e abandonamos. Assim, também, quando a Bíblia diz que devemos perdoar como Deus e esquecer, não significa que os fatos que nos machucaram serão apagados da nossa memória. Isso é impossível e nem mesmo depende de nós. As coisas vêm à nossa memória querendo nós ou não. Perdoar e esquecer significa lembrar sem sentir dor; significa nunca mais cobrar da pessoa perdoada a mesma dívida.
O perdão é uma necessidade fundamental da vida. É impossível ter uma vida saudável emocional, física e espiritualmente sem o exercício do perdão. Quem não perdoa não pode orar. Quem não perdoa não pode trazer sua oferta ao altar. Quem não perdoa não pode ser perdoado. Quem não perdoa adoece fisicamente. Quem não perdoa é entregue aos verdugos e flageladores da consciência. O perdão é até mesmo uma questão de bom senso. Quando guardamos mágoa de alguém, acabamos nos tornando prisioneiros dessa pessoa. Ela nos escraviza e nos mantém em cativeiro. Quando nutrimos mágoa de alguém, esse alguém nos perturba continuamente. Se vamos nos assentar para tomar uma refeição, essa pessoa tira o nosso apetite. Se vamos sair de férias, essa pessoa pega carona conosco. Perdoar é a única maneira de quebrar essas correntes e ficarmos livres.
O perdão é o caminho da cura das feridas. É a ponte de reconciliação das relações quebradas. O perdão é o remédio divino para os relacionamentos enfermos. O perdão é o bálsamo do céu para aqueles que andam machucados e feridos pela mágoa. Hoje é tempo de perdoar. Hoje é tempo de pedir perdão. Hoje é tempo de restaurar relacionamentos dentro da nossa casa e da igreja, a fim de vivermos uma vida plena, maiúscula e abundante.
20 de julho de 2013
É Jesus o Único Caminho Para o Céu?
Pergunta: "É Jesus o único caminho para o Céu?"
Resposta: “Sou basicamente uma boa pessoa, então vou para o Céu.” “OK, então eu faço algumas coisas ruins, mas faço mais coisas boas, então vou para o Céu.” “Deus não vai me enviar para o inferno só porque não vivo de acordo com a Bíblia. Os tempos mudaram!” “Apenas pessoas realmente más como molestadores de crianças e assassinos vão para o inferno.” “Acredito em Deus, apenas o sigo do meu próprio jeito. Todos os caminhos levam a Deus.”
Todas estas são conclusões comuns entre a maioria das pessoas, mas a verdade é que são todas mentiras. Satanás, o qual tem poder sobre o mundo, planta estes pensamentos nas nossas mentes. Ele, e qualquer um que siga os seus caminhos, é um inimigo de Deus (1 Pedro 5:8). Satanás sempre se disfarça como bom (2 Coríntios 11:14), mas tem controle sobre todas as mentes que não pertencem a Deus. “...[Satanás, ] o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2 Coríntios 4:4).
É uma mentira acreditar que Deus não se importa com pecados menores e que o inferno é destinado às “pessoas más”. Todo pecado nos separa de Deus, mesmo uma “pequena mentirinha”. Todos pecaram e ninguém é bom o suficiente para ir ao Céu por sua própria conta (Romanos 3:23). Entrar no Céu não se baseia no nosso bem superar o nosso mal; todos perderíamos se este fosse o caso. “E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça” (Romanos 11:6). Não há nada bom que possamos fazer para ganhar a nossa entrada no Céu (Tito 3:5).
“Entrai pela porta estreita: porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela” (Mateus 7:13). Mesmo que todo mundo esteja vivendo uma vida de pecado, e crer em Deus não seja popular, Deus não vai perdoar isto. “nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, o espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2).
Quando Deus criou o mundo, este era perfeito. Tudo era bom. Então ele fez Adão e Eva, e deu-lhes o seu próprio livre-arbítrio, de forma que teriam a escolha de seguir e obedecer a Deus ou não. No entanto, Adão e Eva, as primeiras pessoas que Deus fez, foram tentados por Satanás a desobedecer a Deus, e eles pecaram. Isto os impediu (e a todos os que vieram depois deles, incluindo a nós) de ter uma relação íntima com Deus. Ele é perfeito e não pode estar no meio do pecado. Como pecadores, nós não poderíamos chegar lá pela nossa própria vontade. Então, Deus criou uma forma pela qual poderíamos estar unidos com Ele no Céu. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23). Jesus nasceu para que pudesse nos ensinar o caminho e morreu por nossos pecados para que não o tivéssemos de fazer. Três dias após a Sua morte, Ele ressuscitou do sepulcro (Romanos 4:25), provando ser vitorioso sobre a morte. Ele completou o caminho entre Deus e o homem para que este pudesse ter uma relação pessoal com Ele, precisando apenas acreditar.
“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). A maioria das pessoas acredita em Deus, até Satanás acredita. Entretanto, para receber a salvação, é preciso se voltar para Deus, formar uma relação pessoal com Ele, voltar-se contra os nossos pecados e seguir a Ele. Devemos acreditar em Jesus com tudo o que temos e em tudo o que fazemos. “Justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que creem; porque não há distinção” (Romanos 3:22). A Bíblia nos ensina que não há outro caminho para salvação a não ser através de Cristo. Jesus diz em João 14:6: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.”
Jesus é o único caminho para a salvação porque Ele é o Único que pode pagar o preço pelos nossos pecados (Romanos 6:23). Nenhuma outra religião ensina a profundidade ou seriedade do pecado e das suas consequências. Nenhuma outra religião oferece o pagamento infinito que só Jesus poderia dar pelo pecado. Nenhum outro “fundador religioso” foi Deus vindo como homem (João 1:1,14) – a única forma pela qual um débito infinito poderia ser pago. Jesus tinha que ser Deus para que pudesse pagar nosso débito. Jesus tinha que ser homem para que pudesse morrer. A salvação está disponível apenas pela fé em Jesus Cristo! “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12).
Fonte: Got Questions
15 de julho de 2013
História do Hino “Sou Feliz” (original: “It Is Well with My Soul”) de Horatio Gates Spafford
“Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança”. (Tg 1:2-3)
De início, quando olhamos para o título desta canção, que traduzido diretamente do inglês é “Está Tudo Bem com Minha Alma”, tiramos algumas pequenas conclusões que remetem a um sentimento de alegria e gratidão. Quando alguém diz que sua alma está bem, em paz, feliz, problemas e tribulações não são as primeiras coisas que chegam a nossa mente. Mas, em quais circunstâncias o Sr. Spafford escreveu esta canção? Vamos à história.
Este hino foi escrito por Horatio Gates Spafford, nascido em 1828. Ele foi um presbiteriano convertido a Cristo através do evangelista Moody (um grande evangelista e avivalista do século 19). Horatio se tornou um advogado próspero na cidade de Chicago e mesmo depois de seu sucesso financeiro, continuou mantendo um relacionamento estreito com Moody e com um profundo interesse pelas campanhas de evangelização. Tinha apurado gosto pela música e era devotado ao estudo das Escrituras.
Horatio tinha feito pesados investimentos financeiros em uma área da cidade de Chicago, onde, no dia 9 de outubro de 1871, acontece um dos maiores incêndios da história dos EUA. Este incêndio matou centenas de pessoas e deixou milhares desabrigados. Horatio teve uma grande perda financeira por causa deste incêndio que destruiu cerca de um terço da cidade, mesmo assim, ele e sua esposa trabalharam intensamente durante 2 anos ajudando as vítimas a reestruturarem suas vidas.
Não bastasse esse terrível abalo financeiro, Spafford passou por uma dolorosa perda de um filho. Esta morte trouxe grande sofrimento para toda a família.
Horatio Spafford , procurando um tempo de refrigério e descanso, resolveu viajar com a esposa (Anna Tubena Larsen) e suas quatro filhas: Anna (Annie), Margaret (Maggie), Elizabeth (Bessie), and Tanetta, para a Europa, onde se encontraria com Moody e Sankey em uma cruzada evangelística na Inglaterra, em 1873.
Em novembro daquele ano, devido a inesperados compromissos de negócios, Spafford precisou permanecer em Chicago; mas ele enviou sua esposa e as suas quatro filhas conforme já estava programado, no navio S.S. Ville du Havre. Sua expectativa era seguir viagem dias depois.
Durante a viagem, o navio sofreu um acidente e naufragou em 12 minutos. Dias depois, os sobreviventes finalmente chegaram a Cardiff, no País de Galles, e a senhora Spafford mandou um telegrama ao seu marido: “SALVA, PORÉM SÓ”. As quatro filhas do casal morreram no acidente.
Imediatamente após receber o telegrama da esposa, Spafford tomou um navio e foi ao seu encontro. Próximo ao local do acidente, Spafford, profundamente comovido e sustentado pelo Deus que inspira canções, compôs um dos mais belos hinos da história.
Deus não quer que você sofra, mas na dor Ele vem com Sua Mão tocar em nossos corações, trazendo paz, nos fazendo prosperar e perseverar. Ele mesmo enviou Seu Único e amado Filho ao mundo para morrer por todos nós.
Spafford teve grandes perdas, de forma catastrófica, não natural. Teve um pedaço de si arrancado do peito, mas mesmo assim não deixou de se alegrar em Jesus. Apesar destes acontecimentos que causaram dor e tristeza, ele não se afastou do Senhor. Foi um momento em que ele pode sentir o conforto, a paz que está acima de todo o entendimento humano, que só Cristo pode dar.
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. (João 14.27)
Que Deus nos ajude a vencer a cada dia.
Como nos acostumamos com as traduções/versões das músicas em nossa própria língua, perdemos a profundidade e inspiração das letras originais dos hinos. Diante da história contada, segue a tradução literal do hino e depois a versão mais conhecida em português.
TRADUÇÃO LITERAL:
Quando a paz, como um rio, atravessa o meu caminho
Quando tristezas como as ondas do mar me inundam
Seja o que for a minha porção,
Tu me ensinas que tudo está bem com a minha alma.
Tudo está bem, tudo está bem com minha alma.
Ainda que Satanás me ataque, se provações me vêm
Que eu deixe esta segurança controlar-me:
Cristo já considerou a minha triste situação,
E derramou o Seu próprio sangue pela minha alma.
Para mim, portanto, viver é Cristo daqui pra frente.
Se o Jordão acima de mim rolar,
Nenhuma dor intensa provarei,
Pois na morte e na vida Tu hás de sussurrar paz para a minha alma.
Senhor, é por Tua vinda que nós esperamos
O céu, e não o túmulo, é o nosso alvo.
Ó trombeta do anjo, ó voz do Senhor,
Esperança e descanso abençoados da minha alma!
VERSÃO CONHECIDA EM PORTUGUÊS:
Se paz a mais doce me deres gozar,
Se dor a mais forte sofrer,
Oh! seja o que for, tu me fazes saber
Que feliz com Jesus sempre sou!
Sou feliz com Jesus, sou feliz com Jesus, meu Senhor!
Embora me assalte o cruel Satanás
E ataque com mil tentações,
Oh! certo eu estou, apesar de aflições,
Que feliz eu serei com Jesus!
Meu triste pecado, por meu Salvador,
Foi pago de um modo cabal;
Valeu-me o Senhor, oh! mercê sem igual!
Sou feliz! Graças dou a Jesus!
A vinda eu anseio do meu Salvador
Virá conduzir-me ao Lar:
O céu, onde vou para sempre morar
Com remidos na luz do Senhor!
Fonte: Rica Promessa
13 de julho de 2013
Por Que o Seu Defeito é Sempre do Outro?
Por que o seu defeito é sempre do outro?
Quando o outro não faz, é preguiçoso.
Quando você não faz, está muito ocupado.
Quando o outro fala, é intrigante.
Quando você fala, é crítica construtiva.
Quando o outro se decide a favor de um ponto, é cabeça dura.
Quando você faz o mesmo, está sendo firme.
Quando o outro não cumprimenta, é mascarado.
Quando você passa sem cumprimentar, é apenas distraído.
Quando o outro fala de si mesmo é egoísta.
Quando você faz isso, é porque precisa desabafar.
Quando o outro se esforça para ser agradável, tem uma segunda intenção.
Quando você age assim, é gentil.
Quando o outro faz alguma coisa sem ordem, está excedendo.
Quando você faz, é iniciativa.
Quando o outro progride, teve oportunidade.
Quando você progride, é fruto de muito trabalho.
Quando o outro luta pelos seus direitos, é teimoso.
Quando você faz, é prova de caráter.
Quando o outro encara os dois lados do problema, está sendo fraco.
Quando você o faz, está sendo compreensivo.
Vigie os seus pensamentos, porque eles se tornarão palavras.
Vigie as palavras, porque se tornarão atos.
Vigie os seus pensamentos, porque eles se tornarão seus hábitos e seu caráter.
Vigie seu caráter, porque ele será o seu destino.
Fonte:Ilustrar
Romanos 2:1-7
Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo.
E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que tais coisas fazem.
E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus?
Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?
Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus;
O qual recompensará cada um segundo as suas obras; a saber:
A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção;
9 de julho de 2013
O Sofrimento Nosso de Cada Dia
Texto Base: 1 Pedro 4
Com certeza você já ouviu alguma dessas perguntas: “Se existe sofrimento, Deus pode existir?”“Se Deus é bom e também onipotente, por que, então, existe o mal no mundo?”
Essas e outras perguntas existem porque temos muitas dificuldades em entender o sofrimento, especialmente quando falamos em sofrimento na vida de um cristão.
O sofrimento entrou no mundo pelo pecado. Hoje a natureza geme por causa do pecado. Os filhos de Deus gemem por causa do pecado. Por isso: O sofrimento atinge a todos.
O sofrimento é variado: Ele pode ser físico, através de uma dor ou doença. Mas o sofrimento também pode ser na emoção, na alma e no psicológico: medo, ansiedade, humilhação, desprezo, solidão, perda de um ente querido, remorso, a destruição do casamento podem causar grande sofrimento. O sofrimento emocional pode ser tão profundo como a dor física.
Fato é que o sofrimentoé muito complexo: abrange a mente, as emoções, o físico e o espírito.
Gostaria de elencar algumas verdades Bíblicas sobre sofrimento:
1 – Deus não nos poupa do sofrimento, mas caminha conosco pelo sofrimento – Is 43:1-3; Sl 23:4; Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.
2 – Deus trabalha as circunstâncias dolorosas da nossa vida e as canaliza para o nosso bem (Gn 50:20; Rm 8:28); Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.
3 – Deus transforma as circunstâncias adversas em benefício para nós (Sl 84:5-6); Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados,6 o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva
4 – Mesmo que as circunstâncias não mudem, Deus mesmo é a razão da nossa alegria – (Hc 3:17-18); 17 Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas, 18 todavia, eu me alegrarei no SENHOR, exultarei no Deus da minha salvação.
5 – Podemos nos alegrar nas próprias tribulações (Tg 1:2; Rm 5:3-5). 3 E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência;
O apóstolo Pedro no capítulo 4 de seu primeiro livro abordar o sofrimento do cristão sob uma perspectiva prática e vitoriosa. Assim ao olhar para este texto quero trazer alguns princípios sobre como podemos passar vitoriosamente pela tempestade chamada sofrimento.
Pedro tem algumas lições a nos ensinar:
1° ENTENDENDO OS PROPÓSITOS DO SOFRIMENTO
1. O sofrimento nos ajuda a vencer o pecado – v. 1-3
Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, 2 para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus. 3 Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias
O sofrimento faz com que o pecado perca o seu poder em nossa vida. Enquanto o sofrimento endurece o ímpio, amolece o coração do crente. O exemplo do sofrimento de Cristo ajuda o crente a enfrentar o sofrimento com a mesma disposição. O crente não é melhor do que o seu Senhor. Se mundo perseguiu a Cristo, vai infligir sofrimento a nós também.
O sofrimento nos leva a entender que os prazeres do mundo e as paixões da carne não compensam. O sofrimento leva-nos a desmamarmos do mundo.
2. O sofrimento nos ajuda a testemunhar de Cristo – v. 4-6
4 Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão, 5 os quais hão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos; 6 pois, para este fim, foi o evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus
Os amigos não salvos se maravilham quando o crente não deseja participar das coisas que eles participam. Mesmo sofrendo o crente canta, louva, adora e agradece a Deus.
Jó nas cinzas glorifica a Deus e diz: “O Senhor Deus deu e o Senhor tomou, bendito seja o nome do Senhor” Jó 1:21
Isso é um testemunho poderoso. Paulo e Silas na prisão cantam (Atos 16:25). Isso impactou os prisioneiros. Estevão mesmo apedrejado, tem um brilho no rosto. Cristo mesmo pregado na cruz tem palavras de amor nos lábios.
3. O sofrimento nos ajuda a manifestar amor pelos irmãos – v. 7-8
Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações. Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.
O sofrimento produz em nós uma sensibilidade mais aguçada. Passamos a ver a vida e os outros com outros olhos. Tornamo-nos mais amáveis e generosos. O sofrimento nos ajuda a abrir o bolso, o coração e a casa para ajudar os irmãos.
O sofrimento nos torna mais solidários. Grandes campanhas humanitárias são promovidas por pessoas que passaram por grande dor e sofrimento.
2° TENDO A ATITUDE CERTA
1. Entender que o sofrimento não é incompatível com a vida cristã –v. 12
12 Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo;
O crente não pode estranhar o sofrimento como se fosse algo incompatível com a vida cristã. O crente até mesmo tem que esperar as provações.
Vivemos num mundo caído e hostil. Vivemos cercados de uma hoste de inimigos infernais que nos espreitam. Vivemos oprimidos pelo pecado que tenazmente nos assedia. Se o mundo perseguiu a Cristo, não perseguiria a nós também? Lembro-me de uam frase que li certa vez: “Quando a igreja for mais fiel ela será mais perseguida”.
“Todo aquele que quiser viver neste mundo piedosamente, será perseguido” (2 Tm 3:12). “Irmãos não vos maravilheis se o mundo vos odeia” (1 Jo 3:13).
2. Entender que o sofrimento é para nos provar e não para nos destruir – v. 12
12 Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo
O fogo ardente é o fogo da fornalha. É o cadinho onde o metal é purificado. O fogo só destrói a escória, enquanto purifica mais o metal.
O Salmo 66:10 diz: “Pois tu, ó Deus, nos provaste; tu nos afinaste como se afina a prata”.
Satanás queria destruir a Jó com o sofrimento, mas Deus queria revelar-lhe sua soberania. Satanás queria esbofetear Paulo com o espinho na carne, mas Deus queria quebrantá-lo para que não se ensoberbecesse.
3. Entender que é possível enfrentar o sofrimento com alegria – v. 13
13 pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando.
Jesus ensinou: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus, porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” (Mt 5:11-12).
O apóstolo Paulo demonstrou alegria apesar dos problemas (Fp 1:12).
• Ele cantou na prisão (At 16:22-33).
• Paulo demonstrou alegria apesar dos difamadores (Fp 1:15-17).
• Paulo demonstrou alegria apesar da morte (2 Tm 4:6-8).
Paulo se alegrava no sofrimento porque entendia que: as coisas espirituais estão acima das materiais; o futuro tem mais valor que o presente e o eterno mais do que o temporal (2 Co 4:16-18). Ele sabia que Deus está no controle de cada situação (Rm 8:28).
Tiago diz que devemos ter motivo de toda a alegria o passarmos por diversas provações (Tg 1:2-4).
4 – O crente precisa entender que o sofrimento nos une profundamente a Cristo – v. 13
13 pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando.
O sofrimento para o crente significa partilhar das suas aflições passadas – quando sofremos hoje, sofremos da forma que Cristo sofreu, com o mesmo propósito com que Cristo sofreu.
Os apóstolos consideram um privilégio sofrer por amor a Cristo (At 5:40,41). Paulo diz: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele” (Fp 1:29).
O sofrimento para o crente significa partilhar da sua glória futura – Precisamos olhar para o sofrimento presente pela ótica da glória futura. O caminho para a glória é estreito. Há espinhos. Há cruz. Há dor. Mas “os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com as glórias por vir a serem reveladas em nós” (Rm 8:18). “A nossa leve e momentânea tribulação, produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação (2 Co 4:17).
No céu, nossas lágrimas serão enxugadas, nossa dor passará. Não haverá nem luto, nem pranto, nem dor (Ap 21:4).
Esta é a grande esperança cristã. O céu explicará para nós todo o mistério do sofrimento.
3° MANTENDO A PACIÊNCIA NO SOFRIMENTO
1. Devemos entregar-nos a Deus – v. 19
19 Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem.
A palavra “encomendar” é um termo bancário que significa “depositar em confiança”. Pedro está exortando a todos os crentes que sofrem a entregar suas almas (vidas) aos cuidados de Deus.
Deus nos criou e ele é totalmente capaz de cuidar de nós. Pedro nos mostra neste texto que Deus não é apenas fiel, mas também soberano. Por isso, digno de toda confiança. Confie em Deus no sofrimento! Alegre-se nele apesar das circunstâncias
2. Devemos continuar praticando o bem – v. 19b
9 Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem
O sofrimento não deve nos endurecer nem nos deixar apáticos. Ao contrário, nossa entrega a Deus leva-nos à ação.
Devemos semear ainda que com lágrimas.
Devemos amar, ainda que rejeitados.
Devemos abençoar ainda que amaldiçoados. Devemos orar, ainda que perseguidos.
CONCLUSÃO
Como crentes em Cristo, precisamos crer que o sofrimento é uma prova de um Pai amoroso, e não um ardil para nos destruir. O sofrimento não é anormal nem estranho. O sofrimento é o caminho da glória, uma oportunidade para ser bem-aventurado e para glorificar a Deus.
O sofrimento é uma oportunidade para nos entregarmos a Deus e fazermos o bem aos outros, dando testemunho da nossa fé.
Algumas vezes vemos mais através de uma lágrima do que através de um telescópio.
Deus sussurra conosco na hora da alegria e grita conosco na hora da dor.
Calvário é a grande prova que Deus dá de que o sofrimento segundo a vontade divina sempre conduz à glória.
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