31 de julho de 2013

As Evidências de um Verdadeiro Arrependimento



Quando alguém comete um crime, todas as evidências são analisadas. Isso é preciso para se chegar à verdade dos fatos. Quando o autor do crime é confrontado com a polícia, até o jeito com que o suspeito coça a cabeça, o lado para onde olha; tudo isso é tomado como evidência. 

Na vida cristã quando alguém peca, erra, ofende, há a necessidade de arrependimento. Só que é necessário analisar as evidências para se saber se houve realmente arrependimento.

Há uma parábola que Jesus contou que serve para padrão para analisar se um arrependimento é verdadeiro ou não.

Leia a parábola do “filho pródigo” em Lucas 15.11-24.

As evidências de um verdadeiro arrependimento são:

1. Não é usado como estratégia para se evitar um mal maior. É um tipo de atitude que pode até ser confundida com arrependimento, mas é, na verdade, estratégia. O filho que pediu a herança e gatou-a não precisava evitar um mal maior, porque ele já tinha chegado ao fundo do poço. A necessidade o fez pensar e se arrepender, mas ele não tramou nenhuma estratégia senão confessar o seu erro ao pai.

2. Não existe tentativa de minimizar o erro com justificativas. Note que na parábola contada por Jesus, o rapaz não dá justificativas, não joga a culpa em ninguém, nem em situações. Ele confessa o o seu erro e pronto. O verdadeiro arrependido não pede desculpas; ele pede perdão.

3. Não há comparação do próprio erro com os erros dos outros. O falso arrependido, em um primeiro momento, confessa o erro. Mas em seguida começa a usar chavões já conhecidos, como: “Eu errei, mas quem é que não erra?”. “Quem num errou que atire a primeira pedra!”. “Tem gente cometendo erros maiores do que o meu e ninguém fala nada!”. Ou, ao confessar dizem coias do tipo: “Eu errei, mas você me levou a isso e eu não tive outra saída”. Isso não é arrependimento! O “filho pródigo” não falou de ninguém. Apenas de si mesmo.

4. Há sinceridade total. O que isso significa? Simplesmente que o arrependido confessa até mesmo os erros que ninguém sabe que ele cometeu. Ele é o primeiro a abrir o jogo. Diz tudo. O falso arrependido confessa partes do erro e esconde outras. O jovem da parábola não veio com estórias. Abriu logo o jogo e confessou o seu pecado.

5. Não exige o perdão dos ofendidos. O verdadeiro arrependido não exige o perdão. Ele suplica por ele, mas se a receptividade não for o que ele espera, não se torna a vítima. O falso arrependido exige perdão e, quando não o consegue imediatamente, faz do ofendido o ofensor. O rapaz da parábola não exige o perdão do pai. Ele apenas espera poder ser tratado como um empregado na fazenda. Isso é arrependimento verdadeiro.

6. Há frutos de arrependimento. Essa expressão “frutos de arrependimento” foi uada por João Batista no início do seu ministério quando ele batizava os que se arrependiam. Quando ele viu alguns que vinham a ele com um arrependimento “coreográfico” ele os mandou de volta para mostrar frutos de arrependimento antes de serem batizados (Lc 3.7-14). O filho pródigo mostra o seu arrependimento com a humildade estampada no rosto e no discurso.

7. Como resultado, acontece a restauração. O pai daquele moço manda trazer um anel e colocar no seu dedo. Isso era símbolo de que ele pertencia à família. Manda trazer sandálias para os pés. Os filhos do Senhor andavam calçados. Os servos não. Tem a roupa trocada e uma festa é feita.

Que você seja um verdadeiro arrependido. Deus não se deixa enganar. Talvez você consiga enganar as pessoas ao seu redor com um arrependimento falso, mas a Deus não. Entregue seus pensamentos, sua vida, suas vontades, seu orgulho e se arrependa genuinamente. Você será aceito pelo Pai! Amém!

Por: Pr. Davi Liepkan
Fonte: Igreja Batista Central de Nova Odessa

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